Defeitos de Refração: Enxergar bem é um privilégio de poucos, mas não é difícil conviver com os defeitos visuais

Por Pedro Félix *

Uma bola de vinte e quatro milímetros de diâmetro com um buraquinho no meio e uma camada sensível à luz no fundo. Essa camada, chamada de retina, funciona como uma tela onde se projetam as imagens: a luz é captada por células receptoras especiais e as informações chegam ao cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico.

O olho humano é basicamente isso. Raios de luz refletidos pelos objetos passam pela córnea, membrana que  protege a superfície externa do olho, entram pelo buraquinho, a pupila,  conhecida popularmente como "menina do olho" e que controla a quantidade de luz que entra no olho. A seguir, atravessam o cristalino, uma lente gelatinosa capaz de mudar de espessura permitindo focalizar objetos pertos e distantes. Em seguida, atravessam a bola e se cruzam, gravando uma imagem invertida na retina.

Mesmo com uma estrutura "tão simples", o olho ainda supera qualquer câmera. Ele capta as mais sutis variações de luz e cor, foca imagens com rapidez supreendente e, em conjunto com o outro olho, enxerga em três dimensões. Contudo, há problemas que podem acometer os olhos.

De cada cem pessoas, apenas quinze têm uma visão perfeita. Você acha pouco? Talvez mude de opinião se pensar na difícil combinação de fatores necessários para ver o mundo com nitidez. A vista perfeita depende da harmonia entre todas as estruturas do olho. A distância entre a superfície da córnea e a retina tem de ser de vinte e quatro milímetros exatamente. Com um milímetro a mais ou a menos, você se torna respectivamente míope ou hipermétrope, e terá dificuldades para ver de longe ou de perto. Se a córnea não tiver a curvatura adequada para convergir os raios luminosos, ou seja, a superfície não for perfeitamente lisa, você terá astigmatismo e as imagens ficarão embaçadas a qualquer distância.

No caso da miopia, o olho é mais alongado do que o normal e, por isso, o foco se forma antes da retina. O resultado não podia ser outro: está tudo embaçado! Para ver bem, o míope precisa usar lentes de formato côncavos, divergentes.

Na hipermetropia,  olho é mais curto e o foco se situa depois da retina, assim a imagem fica embaçada quando o objeto está próximo.

Já os astigmatas tem em outras palavras, uma mistura entre hipermetropia e miopia; eles tem visão embaçadas desde pra longe quanto pra perto e também não podem distinguir dois pontos próximos. Felizmente, os óculos são dispensáveis em grande parte dos casos, o astigmatismo não atrapalha quando se o tem com poucos graus e crianças podem ter até quatro graus de hipermetropia sem maiores consequências, contudo os pais devem ficar atentos a isso.

Dez por cento das crianças que cursam o ensino fundamental, apresentam problemas de visão que podem comprometer o rendimento na escola. Pais e responsáveis não devem deixar de levar seus filhos ao oftalmologista, especialista que trata dos olhos, para realizar exames que atestam que eles estão enxergando bem. Os exames são simples e as crianças a partir dos quatro anos, já podem fazê-lo.

Os defeitos de refração podem ser a causa de as crianças irem mal nos estudos, já que não têm a consciência de que não enxergam bem.

olhomiopiahipermetropia

* Pedro Félix é estudante do 1º ano do ensino médio em Itapira, São Paulo.

Referências bibliográficas

- Ainda indefinido

[ Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na internet, sem autorização MESMO QUE CITADA A FONTE - (Inciso I do Artigo 29 - Lei 9.610/98). Permitido o uso para trabalhos escolares, sem autorização prévia, desde que não sejam republicados na internet. ]